[Livro] A Passagem - Justin Cronin

segunda-feira, maio 11, 2015

Titulo: A Passagem / Autor: Justin Cronin / Editora: Sextante / Ano: 2010 / Páginas: 816 / Notas: ♥♥♥♥
Sinopse: A Passagem - Quase um século depois que uma pesquisa científica financiada pelo Exército dos Estados Unidos foge do controle, tudo o que resta é uma paisagem apocalíptica. As cobaias utilizadas nos experimentos – prisioneiros a caminho do corredor da morte – escaparam do laboratório e iniciaram uma terrível carnificina, alimentando-se de qualquer ser com sangue nas veias e espalhando por todo o continente o vírus inoculado nelas. Um em cada 10 habitantes pode ter sido infectado. Os outros nove se tornaram presas desses virais, criaturas animalescas extremamente ágeis e fortes cujos únicos pontos fracos parecem ser a hipersensibilidade à luz e uma pequena área frágil próxima ao esterno. Em uma fortificação construída nas montanhas, cercada de muralhas de concreto e holofotes superpotentes, uma comunidade tenta sobreviver aos constantes ataques noturnos. Mas a precária estrutura que a protege está com os dias contados: as baterias que alimentam as luzes começam a falhar e uma invasão é iminente. Não se sabe o que aconteceu ao resto do mundo: a comunicação foi cortada, não há governo e o Exército nunca cumpriu a promessa de voltar. Provavelmente estão todos mortos. Mas a chegada de uma misteriosa andarilha traz novas expectativas: ao que tudo indica, ela tem as mesmas habilidades dos virais, mas não sua necessidade de sangue. Agarrando-se a essa esperança, um grupo parte da Colônia para buscar mais sobreviventes – e a verdade fora dos muros. Com uma narrativa tensa e bem-estruturada, Justin Cronin constrói personagens de complexidade psicológica surpreendente. Na transição do mundo que conhecemos para um que não poderíamos imaginar encontra-se uma humanidade sitiada pelos próprios erros.
Conheci o livro em um post de indicação de livros de terror, quando ele chegou a primeira coisa que eu pensei sobre o livro foi "Meu Deus isso é muito grande não vou terminar de ler nunca" ledo engano, a cada capitulo eu ansiava por mais daquela historia, quanto dei uma chance ao livro fui envolvida pela historia e mesmo que os capitulos fossem longos eles fluiam, Cronin sabe como escrever uma historia isso eu devo adimitir, em nenhum momento o texto se tornou cansativo e a extensão dele só me fazia pensar que aquela historia ainda tinha muito para revelar.
"Antes de se tornar a Garota de Lugar Nenhum - Aquela que Surgiu, A Primeira, Última e Única, a que viveu mil anos - ela era apenas uma menininha de Iowa chamada Amy. Amy Harper Bellafonte."
 A historia faz você se apaixonar pelos personagens, sejam eles relevantes ou não, quem é leitor de Game of Thrones talvez não se expante muito com personagens principais morrendo haha mas quem não está acostumado com esse tipo de coisa pode ficar bem triste e chatiado. No geral o livro é bem deprimente, com todas as criaturas sem esperança e pessoas morrendo, chega um ponto que você não sabe mais se existe vida fora dos muros.
"Saltadores, era assim nós os chamávamos. Não os chamávamos de vampiros, mas ouvíamos essa palavra. Era meu primo Terrence dizia que eles eram (...).Perguntei ao meu pai sobre isso e (...) ele disse que não, que os vampiros eram só personagens de histórias inventadas, homens bonitos, de terno, capa e bons modos, e que isso era de verdade, não uma história."
O livro é de terror, sim Vampiros, vampiros bem diferentes posso dizer, se tivesse de comparar a alguma ficção eu compararia a Blade, mas isso não vem ao caso. O livro tem um teor maduro, melhor para quem já está acostumado ao genero, mas para quem ainda não começou a ler terror também é uma boa pedida para se iniciar. Cronin escreve com precisão, você com certeza vai se apegar aos personagens, especialmente a Amy, mentira meu favorito é o Wolgast </3 Enfim, é uma leitura que eu super recomendo, mas leia sem pressa, não pule nada nem corra, aprecie cada palavra e voê não vai se arrepender.
"M.F. (...) considerava dormir perda de tempo, apenas mais uma das exigências pouco razoáveis que o corpo fazia à mente. Além disso, seus sonhos, os poucos que conseguiam lembrar, pareciam versões ligeiramente alteradas do seu cotidiano -, eram cheios de circuitos, disjuntores e relés, mil problemas a serem resolvidos -, e quando ele acordava não se sentia restaurado, e sim violentamente empurrado para a frente no tempo, sem qualquer feito concreto que justificasse aquelas horas perdidas."

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