[ Livro ] O Coração da Esfinge - Colleen Houck

domingo, outubro 02, 2016


Sinopse: Lily Young achou que viajar pelo mundo com um príncipe egípcio tinha sido sua maior aventura. Mas a grande jornada de sua vida ainda está para começar.
Depois que Amon e Lily se separaram de maneira trágica, ele se transportou para o mundo dos mortos – aquilo que os mortais chamam de inferno. Atormentado pela perda de seu grande e único amor, ele prefere viver em agonia a recorrer à energia vital dela mais uma vez.
Arrasada, Lily vai se refugiar na fazenda da avó. Mesmo em outra dimensão, ela ainda consegue sentir a dor de Amon, e nunca deixa de sonhar com o sofrimento infinito de seu amado. Isso porque, antes de partir, Amon deu uma coisa muito especial a ela: um amuleto que os conecta, mesmo em mundos opostos.
Com a ajuda do deus da mumificação, Lily vai descobrir que deve usar esse objeto para libertar o príncipe egípcio e salvar seus reinos da escuridão e do caos. Resta saber se ela estará pronta para fazer o que for preciso.
Nesta sequência de O Despertar do Príncipe, o lado mais sombrio e secreto da mitologia egípcia é explorado com um romance apaixonante, cenas de tirar o fôlego e reviravoltas assombrosas.

“Tirei da bolsa o escaravelho do coração que Amon me deixara e o esfreguei com a ponta dos dedos. A pedra verde brilhou com a luz refletida do meu abajur. Estava quente e havia uma pulsação leve, como a batida fraca de um coração, emanando do interior da pedra.” 


O Coração da Esfinge começa imediatamente após o primeiro livro, sendo assim, Lily ainda está sofrendo a perda de Amon, acompanhamos Lily atormentada pelos horrores que habitam em seus sonhos com Amon.

 “- Não transporto gente viva, mocinha. – Seu halito forte envolveu meu rosto, mas, apesar de me sentir ligeiramente nauseada, eu não iria recuar.
– Desta vez, vai – respondi com o máximo de confiança que me era possível.”

Logo no começo do livro, teremos uma participação maior dos deuses, como Anúbis, Ísis, Maat e Amon-Rá. Lily tem a missão de resgatar Amon do submundo, onde ele está sofrendo e, se morrer, possibilitará que Seth saia de sua jaula e destrua o universo. Nesse ponto, a história conduz o leitor a entender a personalidade de cada deus, como foram criados, porque Seth quer destruir o universo e tudo mais. A personagem também passará por um ritual que vai transformar ela em algo sobre-humano, e com isso, ela poderá ter mais chances de sucesso em sua missão. Eu diria que essa introdução do livro, que vai até aproximadamente a metade, é a parte mais bem construída.

“Corri, saltando por cima dos chacais e passando por baixo de armas que golpeavam no ar. Um fogo ardia dentro de mim. E então o tempo desacelerou. O cutelo continuava em seu arco descendente, mas se movia em câmera lenta. Num momento eu estava correndo, no outro havia parado por completo. Uma cacofonia de vozes encheu minha mente. Gritavam. Rugiam. Imploravam. Então, como engrenagens se encaixando, senti um estalo.”



O problema desse livro é o mesmo dos outros da autora, o clichê do triangulo amoroso, no primeiro livro eu me apaixonei pelo foco na aventura e no casal se descobrindo, mas nesse segundo, começou aquela "avacalhação" posso até ser chata por odiar triangulo, mas enfim, se vocês não se importam com esse tipo de romance isso não deve ser um problema.

“Não sou mais. Você não é mais. Renascemos. Somos esfinge.”

Não entendo a necessidade de Houck fazer todo cara se sentir atraído por suas personagens. E mesmo que haja um motivo para isso, Lily ainda assim poderia ter evitado certas coisas que aconteceram, mas ela simplesmente se deixa levar e chega ao ponto de já não pensar mais em Amon e no sofrimento dele (coisa que me irritou tanto que quase abandonei a leitura).
E por falar em Amon, o coitado quase não apareceu no livro, quando finalmente achei que ele teria mais participação, "pfff" o livro acabou, por outro lado tivemos inserção de novos personagens e um desenvolvimento maior dos outros já conhecidos do livro anterior.

“As estrelas são instáveis demais quando se trata de revelar segredos, até mesmo para os deuses.”

A saga dos Deuses do Egito têm tudo para ser uma ótima historia, só falta a autora amadurece rum pouco e largar mão dos clichês que "fazem sucesso", a narrativa é ótima, têm bons personagens, têm um plot muito bem construido e justificado, o único problema é o excesso de apelo romântico, vamos torcer para isso melhorar nos próximos livros, pois eu quero muito saber o que vai acontecer a seguir nessa historia.

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3 comentários

  1. Faz mais de três meses que não toco num único livro,prefiro ver televisão e estar no computador a ver e a comentar blogues,para além dos bordados e das tarefas da casa que já me dão imenso trabalho!!

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  2. Amei a sua resenha! O livro me interessou bastante, parece ser maravilhoso! Bjos, Blog Marinspira

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