Persona 5 - Pensamentos Gerais sobre o Jogo e uma Quase Resenha

sábado, abril 29, 2017


Por onde começar? Depois de quase 100 horas eu terminei a campanha de Persona 5, confesso que corri um pouco para terminar o jogo, levando em conta que meu save de Persona 4 tinha mais de 120 horas, mas enfim, Persona 5 é um jogo especial, então ele precisa de um post especial também. Eu não quero ficar aqui analisando as mecânicas de jogo, batalhas, gráficos, etc, vou deixar isso para as centenas de blogs que se dedicam a esse tipo de resenha, hoje eu quero falar sobre a minha experiência com o Game, talvez eu acabe falando um pouco sobre esses aspectos mais técnicos, mas essa não é a finalidade final desse texto.

Vamos começar introduzindo vocês ao Plot do Jogo, Persona 5 acontece em Tokyo, nós acompanhamos o protagonista que eu nomeei "Akira Kurusu" Porque esse era o nome dele no mangá, o protagonista foi transferido para a escola fictícia "Shujin Academy" depois de ser falsamente acusado de atacar alguém, durante o ano letivo ele e outros estudantes acordam seus 'Personas' e se tornam os 'criminosos' "Phantom Thieves of Hearts", assim como nos títulos anteriores da serie, nós batalhamos com inimigos sobrenaturais usando manifestações da 'psique' chamadas Personas. Parece complicado esse negocio todo de Persona, inimigos sobrenaturais, etc? calma que tá só começando!

Até então Persona 4 do PS2 era meu JRPG favorito e não tinha quem conseguisse desbancar, e eu tava no maior preconceito achando que Persona 5 não iria conseguir superar o 4, sim, preconceito, eu não conseguia simpatizar com os personagens pela aparência deles, ainda bem que o jogo esfregou na minha cara o quanto eu estava errada, e todos, sim, todos os personagens, foram incríveis e inesquecíveis. Obrigada Atlus por me tirar isso de não gostar de personagens loiros hahahaha


Persona 5 trata de temáticas super atuais e até meio pesadas/adultas, temas como abuso físicos e psicológicos, crime organizado, abuso de poder, chantagens, descaso e assim sucessivamente, o jogo tece uma série de críticas à sociedade que conhecemos. O grupo de adolescentes que protagoniza o jogo, descobre esse instinto de querer instigar mudanças sociais.
Uma coisa que me toca muito nessa abordagem do jogo é também a expectativa que as pessoas colocam sobre nós, sofremos pressão sobre nossas escolhas, precisamos tomar decisões importantes muito cedo e não podemos cometer erros, é difícil e é especialmente por isso que eu me identifiquei tanto com a personagem Makoto.

Mas como eles vão fazer essa mudança na sociedade? Bom, é para isso que existe o Metaverso, uma espécie de "outra dimensão" em que os verdadeiros desejos das pessoas se manifestam.
Como eu falei lá em cima explicando o plot, no Metaverso, eles conseguem invocar os Personas e utilizar estes poderes para "roubar os corações" das pessoas más, fazendo com que elas se arrependam, confessem seus crimes e se entreguem.

Das coisas que eu mais gosto de Persona, tenho que falar do cotidiano do personagem, assim como na vida real, você vai ter que administrar seu tempo entre sair com amigos, desenvolver habilidades, trabalhar e claro, explorar as Dungeons e os Mementos (masmorras aleatórias cheias de monstros e missões secundárias) Recomendo que você tente chegar o mais fundo possível nos mementos durante o jogo, ou pode ficar complicado no final, mas sem spoilers!


E novamente, das coisas que gosto em Persona, também parecido falar sobre os relacionamentos, ou Confidants, uma evolução sistema de Social Link que aparecia nos jogos anteriores. Fortalecer laços com seus confidentes, na maioria das vezes resulta em bônus durante batalhas, habilidades especiais e vantagens preciosas que você com certeza vai querer ter e que acredite, podem acabar te salvando quando você passa 3h em uma dungeon e esqueceu de salvar (Obrigada Makoto e Yosuke pelas vezes que me salvaram, meus amorzões ♥). Mas para fortalecer esses laços é necessário passar um tempo comesses personagens , servir de cobaia para experimentos médicos e de parceiro nos treinamentos, mas não gosto de ter que sempre responder aquilo que o personagem 'quer ouvir' para maximizar o link dele mais rápido, gosto de responder da minha maneira, do contrario, que personalidade teria o protagonista? de alguém manipulador? haha mesmo que eu tenha que visitar a mesma pessoa várias vezes para chegar ao Raking 10, gosto de dar as minhas próprias respostas.

Ainda sobre os relacionamentos, preciso sim tocar nesse ponto, sobre a frustrante falta de opções de romances homossexuais,  tenho essa frustração desde Persona 4, quando obviamente meu pairing perfeito era com o Yosuke e considerando que é possível namorar com, praticamente qualquer personagem feminina, mesmo a maioria delas sendo maravilhosas e super namoráveis, não consigo deixar de lado como o jogo seria bem mais 'liberal' se permitisse esse tipo de relacionamento.

E também é impossível não comentar sobre uma dupla de personagens gays estereotipados que aparecem em determinadas cenas apenas para dar em cima do Ryuuji, tipo, oi? Parece até uma piada colocar isso no jogo, mas fazer o que, poderia ter sido uma forma da Atlus colocar um pouco de representatividade no seu jogo, não vou nem começar a falar sobre não termos personagens negros, vamos apenas prosseguir.


Acho que a sensação mais mágica de Persona, não é simplesmente ver o que está acontecendo, é se tornar parte daquilo, você se torna amigo dos personagens, compartilha dos problemas e das frustrações deles e fica feliz quando tudo se resolve. O mesmo acontece com os antagonistas e vilões, Persona 5 não te passa uma explicação superficial, o jogo faz questão de mostrar de maneira simples e direta os motivos daquele personagem, isso te aproxima muito da trama.

A historia gira em torno de um tema, assim como os jogos anteriores, mas dessa vez, somos movidos pela 'Liberdade' e o desejo de alcançar ela quebrando todas as barreiras, se livrar das amarras da sociedade e do tédio de se contentar com a vida que lhe foi dada sem reclamar.

Ufa, acho que isso, tentei colocar para fora tudo que eu tava sentindo sobre o jogo, ainda quero ressaltar alguns pontos, mas isso vai ficar para outro post, no mais, joguem! apenas joguem Persona 5, JRPG pode não ser o estilo de jogo de muita gente e certamente não é um dos gêneros mais populares do Brasil, mas esse é um titulo que vale a pena, lembrando que é um exclusivo da Sony e só está disponível para PS3 e PS4.

You Might Also Like

0 comentários

Subscribe